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Suzano (SUZB3): Resultados do 1T fracos, mas foco está na disciplina de oferta

A Suzano acabou de divulgar os resultados do 1T, com EBITDA de R$2,8bi, 5% abaixo do nosso (-22% em relação ao trimestre anterior), mas, no geral, em linha com o consenso. Na nossa opinião, apesar dos resultados fracos, o foco agora está em potenciais atualizações que possam vir amanhã na teleconferência de resultados, no que se refere ao anúncio do corte de produção de 1,5-1,9mt, e o planejamento do volume a ser vendido, o que deve suportar uma recuperação dos preços de celulose mais rápida do que a esperada.

No segmento de celulose, o EBITDA de R$2,4bi, ficou 5% abaixo do nosso, queda de 21% T/T. Os volumes caíram 17% contra o 4T, ficando em 7,8mt (9% abaixo do nosso, -30% A/A), seguindo a estratégia da Suzano de priorizar preços frente à volumes. Do lado positivo, o preço realizado surpreendeu, com um prêmio de 2% sobre o preço médio na China, o que se compara ao desconto histórico de 6%. Com volumes sequenciais mais baixos, o custo operacional por tonelada subiu 15% T/T, em linha com o nosso.

No papel, o EBITDA de R$290mi ficou 4% abaixo do nosso (-33% T/T). Os principais fatores para a diferença foram (1) volumes: queda de 3% A/A, em 272kt, -3,5% abaixo da nossa estimativa (22% T/T) e (2) custo operacional por tonelada: 4% maior do que o esperado frente à maiores custos de matéria prima e paradas de manutenção. Do lado positivo, os preços domésticos ficaram 3,6% acima do 4T e nossa estimativa, mais do que compensando a queda de 0,5% nos preços de exportação, levando a um aumento sequencial consolidado de 2,5%.

Vale ressaltar que o capital de giro da Suzano subiu R$1,9bi no trimestre, com um aumento de estoque de R$2,1bi. A dívida líquida atingiu 3,4x, já considerando a consolidação da Fibria, contra 3,2x no 4T.

Novamente, reiteramos o anúncio feito hoje pela Suzano de que os volumes de produção de celulose devem atingir entre 9,0 e 9,4mt em 2019, o que implica uma redução de 1,5-1,9mt quando comparada à sua capacidade de produção. Como mencionamos hoje mais cedo, vemos a decisão como um passo importante para reduzir os estoques de celulose no mercado. Além disso, isso é uma sinalização importante quanto à disciplina de oferta, o que é positivo para preço de celulose. Mantemos nossa recomendação de Compra.

 

Fonte: https://xpilink.xpi.com.br/ev/PFexq/CCI/fd91/DzHfTAZbS8u/BKVU/

 

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