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Vale 1T: Provisões elevadas e incerteza devem pesar nas ações no curto prazo

A Vale acaba de divulgar os resultados do 1T19. As atualizações sobre Brumadinho foram o principal foco, com uma provisão de US$4,3bi anunciada, sem considerar possíveis danos ambientais e coletivos, o que deve surpreender negativamente o mercado e pesar nas ações. Além disso, a Vale retirou US$3,5bi de seu caixa, dado que estes recursos estão bloqueados pela justiça, levando à dívida líquida a aumentar em US$2,4bi, atingindo US$12bi. O EBITDA operacional veio em US$4,1bi, 6% acima do nosso, mas 7% abaixo do consenso devido ao custo operacional por tonelada US$3,8 acima do que o esperado. Mantemos recomendação de Compra, mas esperamos pressão nas ações no curto prazo.

Brumadinho: Provisões ​​de US$4,3bi sem considerar potenciais processos ambientais e coletivos
A Vale provisionou US$4,3bi, principalmente relacionados ao descomissionamento ou descaracterização de barragens de rejeito (US$1,85bi), assim como para os programas e acordos de compensação / remediação à famílias afetadas (US$2,4bi). No entanto, em relação aos danos ambientais e coletivos, a Vale afirmou que não foi possível estimar de maneira razoável o tamanho de possíveis perdas ou liquidações devido ao estágio inicial das negociações com autoridades relevantes. Na nossa visão, a incerteza em relação à possíveis provisões adicionais, além das já significativas US$4,3bi, deve pesar sobre as ações no curto prazo.

Resultado de minério de ferro supera expectativas
O EBITDA de minério de ferro em US$3,6bi foi 3% acima do nosso. O principal fator levando a superar as expectativas foi o preço do minério de ferro, 7% acima do esperado (US$81,1/t, 19% acima do 4T), principalmente devido ao mix e prêmios melhores do que o esperado. O preço mais alto mais do que compensou um custo operacional por tonelada acima do esperado, que foi pressionado por uma menor diluição de custo (subindo 13% no trimestre, +11% A/A). Conforme reportado ontem, as vendas de finos de minério de ferro em 55,4mt ficaram 6% abaixo das nossas, -22% A/A e 31% abaixo do 4T18, como resultado de Brumadinho, mas também por chuvas anormais (5mt) e gestão de estoque na China (3mt). As vendas de pelotas em 12,mt ficaram acima da nossa estimativa de 11mt, mas ainda 6% e 23% abaixo do ano e trimestre anterior, respectivamente.

Operações de Metais Básicos & Carvão decepcionam
O EBITDA de metais básicos em US$505mi foi 13% abaixo do nosso, caindo -15% no trimestre, com volumes de níquel menores do que o esperado e custos mais altos, parcialmente compensados ​​por preços mais altos da commodity. Quanto às operações de carvão, o EBITDA negativo de US$69mi ficou abaixo da nossa estimativa de perda em US$21mi, frente à volumes mais fracos devido às fortes chuvas em Moçambique e à menor diluição de custos.

Fonte: https://xpilink.xpi.com.br/ev/PFeya/CCI/cc8b/DzHfTAZbS8u/BKVU/

 

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