[user_role_editor except_roles=”aprovacao, bloqueado, none”]

Vale: Produção & Vendas fracos | Gerdau: Resultados sólidos e em linha no 1T

A Vale e a Gerdau divulgaram Produção & Vendas e resultado do 1T, respectivamente. Os números da Vale foram, em geral, fracos, e reiteramos nossa estimativa de US$3,86 bilhões para o EBITDA do 1T19 (5-10% abaixo do consenso), a ser divulgado amanhã. A Gerdau divulgou resultados sólidos e em linha com o nosso, com margens fortes nos EUA em 13% (apesar dos volumes mais fracos que o esperado) e um desempenho geral positivo em custo. A margem EBITDA no Brasil ficou em 18%, ligeiramente acima da nossa.

Vale: Produção & Vendas fracos; Sem grandes novidades

A Vale divulgou os resultados para produção & vendas para o 1T19. As vendas de minério de ferro e pelotas de 67,7mt foram 3,2% menores do que o esperado e -20% A/A, impactadas pela ruptura da barragem de Brumadinho (-7mt), mas também pelas chuvas anormais (-5mt) e pela gestão de estoques na China (+3mt). Também vale ressaltar que os prêmios de minério de ferro e de pelotas da Vale atingiram US$10,7/t no 1T19, contra US$11,5/t no 4T18, principalmente devido aos menores prêmios para Carajás.

A Vale reafirmou sua estimativa de vendas para 2019 de 307-332mt, sinalizando que a entrega entre o mímino e o centro do intervalo é provável (estimamos 325mt). A Vale irá divulgar seu relatório com os resultados do 1T amanhã após o fechamento do mercado – reiteramos nossa estimativa de US$3,86 bilhões para o EBITDA, 5-10% abaixo do consenso.

Principais destaques do relatório de Vendas & Produção da Vale:

(1) A produção de minério de ferro de 72,9mt caiu 11% A/A, com 11,2mt perdidas devido à ruptura da barragem de Brumadinho;

(2) As vendas de finos de minério de ferro em 55,4mt ficaram 6% abaixo das nossas estimativas, -22% A/A e 31% abaixo do 4T18, como resultado de Brumadinho e dos estoques e impactos sazonais mencionados acima;

(3) Do lado positivo, as vendas de pelotas em 12,3mt ficaram acima da nossa estimativa de 11mt, mas ainda 6% abaixo A/A e 23% abaixo T/T, devido à parada das usinas de pelotização Fábrica e Vargem Grande após Brumadinho;

(4) O volume de vendas de metais básicos foi mais fraco do que o esperado, com 50kt de níquel (11% abaixo da nossa estimativa, -13% YoY e -16% T/T) e 90,4kt de cobre (2% abaixo do nosso, +3% YoY, -13% QoQ).

Mantemos nossa recomendação de COMPRA para a Vale, com as ações negociando a 4,4x EV/EBITDA. Atualizamos nosso preço-alvo para US$17/adr (de US$18/adr) e R$68/sh (com um BRL mais depreciado), com volumes menores e custos maiores em 2019-21.

Gerdau: Resultados sólidos no 1T19 e fortes margens nos Estados Unidos

A Gerdau reportou resultados sólidos no 1T19, com EBITDA de R$1,5bi, em linha com o nosso e + 11% no trimestre, +5% A/A. As operações nos EUA foram o destaque positivo, com margem EBITDA de 13% (apesar de menores volumes), enquanto os resultados do Brasil foram em linha com o nosso, com volumes maiores compensando preços mais fracos do que o esperado.

A Gerdau é nossa preferida dentro das empresas siderúrgicas. Reiteramos nossa recomendação de COMPRA, com preço-alvo de R$22/ação. Vemos as ações negociando a 4,7x EV/EBITDA em 2019, 30% de desconto em relação à Usiminas e CSN e 25% abaixo do que consideramos justo. Além disso, esperamos que os resultados acelerem em 2019, refletindo a recuperação da atividade do Brasil, e dando suporte às ações da Gerdau.

Os principais destaques foram:

Brasil: O EBITDA de R$674mi foi em linha com o nosso (+4% T/T), com volume doméstico 2% acima das nossas estimativas (+4% T/T), compensando preços 5% abaixo dos nossos (-6% T/T). Trimestralmente, os embarques aumentaram, refletindo maiores vendas de aços longos devido ao melhor mercado de construção no Brasil. Vale ressaltar a recomposição de estoques na Usina de Ouro Branco, devido à parada programada de manutenção do alto-forno 1 para o segundo semestre, que pesou no capital de giro.

América do Norte: O EBITDA de R$506mi foi em linha com o nosso (+16% T/T), enquanto a margem EBITDA de 13% ficou acima da nossa estimativa de 11% devido à melhor diferença entre preços e custos da matéria prima. Com as distorções devido à desconsolidação das unidades de vergalhão e fio-máquina vendidas, as receitas ficaram 15% abaixo da nossa (-11% T/T), com volumes -13% e preços 2% abaixo do nosso, compensados ​​por custos menores do que o esperado.

Aços Especiais e América Latina reportaram fortes resultados, com EBITDAs 6% e 5% acima do nosso, respectivamente (+5% e +23% em relação ao trimestre anterior). Custo menor que o esperado impulsionou os resultados em ambas as operações. No entanto, volumes de 244mt decepcionaram na América Latina (7% abaixo do nosso e do quarto trimestre), impactados pela desconsolidação do Chile e pelo fraco desempenho na Argentina, devido à crise econômica do país. Os embarques de Aços Especiais também diminuíram em relação ao trimestre anterior, impactados pela desconsolidação da Índia e pela redução dos embarques no Brasil e nos EUA.

Fonte: https://xpilink.xpi.com.br/ev/PFd0f/CCI/bb36/DzHfTAZbS8u/BKVU/

 

[/user_role_editor] [user_role_editor roles=”none”] Você Não Está Logado

[/user_role_editor] [user_role_editor roles=”aprovacao, bloqueado”] Liberar Acesso

[/user_role_editor]