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Vale: Resultado em linha, sem atualizações de Brumadinho

A Vale acaba de reportar o resultado para o 4T em linha com nossas estimativas, com EBITDA de US$4,47bi, 2% abaixo do nosso. O foco estava voltado para potenciais atualizações após a tragédia de Brumadinho, mas não foram fornecidas atualizações materiais. A atenção agora muda para detalhes que podem vir durante a teleconferência da empresa amanhã de manhã.

Brumadinho: Principais destaques
Em relação à Brumadinho, o único destaque foi o anúncio de uma aceleração do plano de descomissionamento da Vale, que a empresa afirmou que aumentará os R$5bi estimados, mas sem novos números fornecidos. O plano para o descomissionamento dessas barragens até então eram baseados em estudos preliminares, e a companhia está agora trabalhando em um plano detalhado de engenharia individual para cada uma dessas barragens que irá permitir a descaracterização total das mesmas.

A Vale também recapitulou as principais iniciativas e frentes de impacto pós Brumadinho, que já eram conhecidas pelo mercado. Na produção, a Vale está com 93mt de minério atualmente paradas (40mt voluntariamente, 53mt devido à decisões judiciais), e afirmou que dentro de dois meses poderá afirmar quais estruturas – dentro dessas 40mt – serão retomadas com segurança e estabilidade e quais passarão por obras de melhoria.

A Vale também lembrou que a Justiça Estadual de Minas Gerais determinou a indisponibilidade e o congelamento de ~R$11bi da Vale, dentro dos quais a empresa foi obrigada a fazer um depósito judicial de ~R$7,4bi. Além disso, lembramos que a Vale suspendeu sua Política de Remuneração aos Acionistas, já tendo pago o dividendo mínimo exigido por lei.

Principais destaques do resultado do 4T

  • EBITDA em US$4,46bi, 2,2% abaixo do nosso, 2% maior contra o 3T e 9% maior ano contra ano;
  • EBITDA de minério de ferro em US$4,11bi foi em linha com o nosso, 2% maior no trimestre e 22% maior do que no 4T17;
  • Preço do minério de ferro realizado de US$68,4/t, acima dos US$67,5/t, beneficiando-se da estratégia de “foco na qualidade” da Vale;
  • O EBITDA de Metais Básicos, de US$ 592 milhões, ficou abaixo dos US$ 659 milhões, principalmente devido aos menores preços realizados;
  • A Dívida Líquida atingiu US$9,65 bilhões, ficando pela primeira vez efetivamente na meta da Vale de US$10bi.

Reiteramos a COMPRA, preço alvo de R$68/ação (US$18/ADR)
Interessante notar que o Fluxo de Caixa Livre (FCFE) acumulou US$13bi em 2018 (antes do dividendo e amortização de dívidas), com um EBITDA de US$16,6bi. Estimamos o EBITDA em ~US$19bi em 2019-20, com US$10bi da FCFE, representando um yield de 15% (FCFE yield). Continuamos a ver as ações da Vale como atrativas, com forte FCFE yield, negociando a 3,6x EBITDA e com um desconto de 20-25% em relação aos pares globais. Temos recomendação de COMPRA, preço alvo de R$68/ação (US$18/ADR).

Fonte: https://xpilink.xpi.com.br/ev/PFMmz/CCI/907a/DzHfTAZbS8u/BKVU/

 

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